DECRETO Nº 60.502, DE 27 DE ABRIL DE 2026.
Concede estímulo previsto na Lei nº 11.675, de 11 de outubro de 1999,
que dispõe sobre o PRODEPE, à empresa RAPADURA DO BREJO LTDA.
A GOVERNADORA DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas
pelo inciso IV do art. 37 da Constituição Estadual,
CONSIDERANDO a Lei
nº 11.675, de 11 de outubro de 1999, e o Decreto nº 21.959, de 27 de dezembro de 1999;
CONSIDERANDO a Resolução nº 001/2026, de 24 de março de 2026, do
Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços – CONDIC,
que aprovou o Parecer Conjunto ADEPE/SEFAZ nº 018/2026, e o teor do Ofício
CONDIC nº 023/2025, de 24 de março de 2026,
DECRETA:
Art. 1º Fica concedido à empresa RAPADURA DO BREJO
LTDA., estabelecida no Sítio Salgado, nº 855, Galpão 1, Zona Rural, Santa Cruz
da Baixa Verde/PE, com CNPJ/MF nº 62.192.071/0001-90 e CACEPE nº 1269005-82, o
estímulo de que trata o art. 5º do Decreto
nº 21.959, de 27 de dezembro de 1999, ficando a respectiva
fruição condicionada à observância das seguintes características:
I - natureza do projeto: implantação;
II - enquadramento do projeto: agrupamento industrial
prioritário;
III - produtos beneficiados: amendoim para semeadura
- NCM 1202.30.00; amendoim com casca - NCM 1202.41.00; amendoim descascado,
mesmo triturado - NCM 1202.42.00; açúcar mascavo - NCM 1701.14.00; melaço - NCM
1703.90.00; rapadura - NCM 1704.90.90; paçoca de amendoim - NCM 2007.99.90;
doce de amendoim, inclusive em pasta - NCM 2007.99.90; rapadura saborizada,
inclusive com amendoim - NCM 2007.99.90; amendoim, torrado - NCM 2008.11.00;
amendoim japonês - NCM 2008.11.00; amendoim torrado, com e sem casca - NCM
2008.11.00; creme de amendoim - NCM 2008.19.00; amendoim com rapadura - NCM
2008.19.00; e pé de moleque - NCM 2305.00.00;
IV - prazo de fruição: contado a partir do primeiro
dia do mês subsequente ao da publicação deste Decreto até 31 de dezembro de
2032, conforme o inciso I da cláusula décima do Convênio ICMS 190, de 15 de
dezembro de 2017;
V - benefício concedido de crédito presumido do ICMS
em valor equivalente a 95% (noventa e cinco por cento) do saldo devedor do ICMS
normal, apurado em cada período fiscal;
VI - não sujeição à cobrança do ICMS mínimo, de
acordo com o inciso l do art. 4º do Decreto
nº 28.800, de 4 de janeiro de 2006; e
VII - taxa de administração: 2% (dois por cento) do
total do benefício utilizado, durante o período de fruição, a ser paga por meio
de Documento de Arrecadação Estadual – DAE específico, até o último dia útil do
mês subsequente ao período fiscal da efetiva utilização, não podendo ser
superior a R$ 14.909,73 (catorze mil, novecentos e nove reais e setenta e três
centavos).
Parágrafo único. Para efeito do disposto no caput,
a empresa deve observar o previsto na Lei
nº 15.063, de 4 de setembro de 2013, e no Decreto nº 40.218, de 20 de dezembro de 2013,
que dispõem sobre a realização de investimentos mínimos em projetos e
atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Art. 2º Os efeitos deste Decreto ficam
condicionados:
I - à não fruição, por parte do beneficiário, de
incentivo ou benefício fiscal de qualquer natureza sobre um mesmo produto
incentivado que implique cumulação de benefícios sobre uma mesma operação
incentivada; e
II - ao cumprimento dos requisitos previstos no
Convênio ICMS 190, de 2017.
Art. 3º Na hipótese da Constituição Federal vir a
estabelecer condições diversas das previstas neste Decreto, para a fruição do
incentivo concedido nos termos do art. 1º, prevalecem aquelas
constitucionalmente fixadas.
Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua
publicação.
Palácio do Campo das Princesas, Recife, 27
de abril do ano de 2026, 210 da Revolução Republicana Constitucionalista e 204º
da Independência do Brasil.
RAQUEL TEIXEIRA LYRA LUCENA
Governadora do Estado
FLÁVIO MARTINS SODRÉ DA MOTA
TÚLIO FREDERICO TENÓRIO VILAÇA RODRIGUES
BIANCA FERREIRA TEIXEIRA